Three little dots.

Janeiro 20, 2007

The use of signs to express a point of view or to leave an idea uncovered can be something very dangerous. Take ‘the three little dots example’:

You write someone about a problem you’ve been facing but that person thinks that actually you have another problem you’re trying to hide so she answers: “Oh, such a pity. I hope all your problems are going to be solved as soon as possible…”

Three-little-dots and there you have the scary ‘glicerine factor’, i.e, a thought that isn’t rich enough in order to turn itself into a irony but tries to sound serious as to brake a hidden truth that has never existed. Ladies and Gents, I present you the Intelectual Bluff - An artifice used by most of the women in order to brake the calm existence of men or of anyother women they find themselves compelled to destroy.

It’s such a pity that those games for beginners don’t work on me. Oh, when will the losers give up the game of cards?


Le bus du Metal I

Janeiro 18, 2007

Hoje, na aula de francês, o professor nos pediu para bolar um diálogo simples em que um viajante comprava tickets de trem. Okay, virei para Gone e perguntei: “vamos viajar para terra do metal?”. Existe algo mais fabuloso do que exportar todo o seu poder nerd? Não! Né, Gone? o/

Deixo vocês com o nosso texto do Capeta! =P

J: Bonsoir! Je voudrais un allez por le ville du Metal!
G: Tin-tin! Donc, combien des personnes?
J: Une personne. Moi seulement.
G: Bwhahaha! Nous n’avons pas le TGV pour le ville du Metal.
J: Qu-est-ce que vous avez?
G: Nous avons LE BUS DU METAL! \o/
J: Trés bien! C’est fantastique! Combien d’argent je vous dois?
G: 1 EUR. Mais, nous n’avons pas des places dans le bus…nous avons des places seulement sur le bus…
J: D’accord. Vous prenez la carte…
G: Bleue?
J: Non, Noir…La Carte Noir.
G: Bwahahaha! Oui, oui, oui! Nous prenons toutes les cartes! Voilá, un billet pour le bus du Metal de minuit!
J: Merci!

Ahahaha!

Agora vou ficar aqui no trampo escutando Serge Gainsbourg enquanto finalizo um relatório. Amanhã falo com vocês.

o/


Damages over China TV text gaffe – BBC

Janeiro 13, 2007

By James Reynolds
BBC News, Beijing

In China a man who received thousands of text messages when his mobile phone number was accidentally used in a TV series has been awarded compensation.

Chen Bing’s number had been read out slowly on a television series so another character could write it down.

His phone’s inbox was then flooded with thousands of nuisance text messages from strangers starting in July 2004.

A court has ordered the television production company to pay Mr Chen more than $250 in damages.
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Israel nega ter planos de lançar ataque nuclear contra Irã

Janeiro 8, 2007

da Folha Online
da Efe, em Jerusalém

O Ministério de Relações Exteriores israelense desmentiu neste domingo informações, publicadas pelo jornal britânico “Sunday Times” de que Israel elaborou um plano secreto para destruir instalações do Irã destinadas a enriquecer urânio para produzir armas atômicas.

Segundo o jornal, Israel traçou planos secretos para lançar um ataque nuclear contra instalações iranianas que poderiam servir para fabricar armamento atômico. Leia o resto deste post »


Feliz 2007.

Janeiro 4, 2007

para o meu amigo Márcio Oliveira

- Você bebe? Não.
- Você fuma? Não.
- Qual é a sua ligação com o sofrimento humano? (silêncio).
- Qual é dimensão do seu sofrimento? It’s all in my head…

Quando você tem 22 anos e não sabe se localizar bem entre Golda Mayer e um Cyborg o melhor mesmo é considerar a possibilidade de estar se tornando igual a Kant. Porque, até mesmo Hegel, possuía uma vida mais emocionante que a sua.

É claro que determinadas coisas a gente escreve no calor do momento.

É claro que quase nunca existe momento para se escrever qualquer coisa.

É claro que o calor do momento é uma expressão que nos remete ao fogo e ao julgamento de um tribunal da Inquisição.

Quando o sofrimento se instala em nossa mente com total força, descobre-se o poder da tortura. E, sem mais nem menos, cansados de explorar cada esquina das nossas memórias, deixamos escapar um grito de dor que já se faz passado desde o momento que corta nossas gargantas. Nesse instante, na medida em que o fogo consome as nossas entranhas, percebemos: do que nos serve o reconhecimento da dor se não existirá o perdão?

Silêncio. Você há de perseguir o perdão. Mesmo carente de culpa você deverá procurar a redenção pelos seus pensamentos. O fogo toma conta dos seus olhos e, finalmente cego, Édipo traidor da sua própria raça, você enxerga: o destino é inevitável.

O destino, penso, uma pedra em nosso caminho desde o dia em que nascemos. Ele existe porque rendemos pouca atenção aos Oráculos e nos deixamos perder num emaranhado de emoções que nos são estranhas à razão: porque acreditamos na boa-fé dos nossos próprios atos.

É assim na Tragédia: é mais ou menos assim na vida.


Desesperada.

Janeiro 4, 2007

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Um amigo, muito mais inteligente que eu, foi ao cinema comigo. E, na saída do filme, lanchamos. Comemos bastante e, desesperada, perguntei:

- O que você faria se pudesse voltar no tempo?
- Teria permanecido em Paris.

Adorei.

O que eu faria caso pudesse voltar no tempo? Nossa, acho que mudaria tudo em minha vida. Teria escolhido outra escola para estudar quando voltei para o Recife, aos quatro anos de idade, assim pouparia a minha memória de uma adolescência traumática e, quem sabe, a minha história atual fosse outra. Além disso, mudaria a minha postura diante do mundo. Hoje, ao cultivar alguma sorte de egoísmo, teria me tornado uma pessoa bem-sucedida. Jamais teria dado ouvido às lamúrias dos outros. Os homens, como se sabe, não reservam qualquer espaço para as mulheres. O nosso destino é sempre o mesmo: ser algo para eles. Isso não é certo. Ai, eu faria algo para mudar esse quadro.

De qualquer forma, aos 22 anos, sou uma velha. Não adianta mudar muita coisa no meu passado. Acho mesmo que deveria fazer uma terapia cognitivo-comportamental. Sei lá, mudar o presente. Tem gente que acredita nessas coisas. Talvez, o problema não esteja em minha infância. Talvez…

É, ler As Palavras me deixou um pouco confusa. Assim como Anne-Marie, nunca foi, para Sartre, uma mãe; os meus pais nunca foram realmente os meus pais. Desde os primeiros momentos da minha vida me reparei enfrentando os mesmos problemas que eles. Em verdade, criamos uma relação de amizade incapaz de ser corrompida por qualquer lance de autoridade. Entretanto, quando, na minha adolescência, os meus pais se separaram, o projeto da família comunista foi por água abaixo. Passei por maus bocados sem encontrar os amigos por trás das máscaras autoritárias em que, sem sombra de dúvidas, tentavam encobrir os seus próprios erros. Foi uma época de muitas incoerências. Mas, como bem disse a psicóloga, ‘vamos trabalhar o seu presente’.

No meu presente eu sou o meu único problema. Hoje mesmo pensei em ‘como me tornei estúpida’ e, sem chances de viver, continuo sem a mínima vontade de morrer. Aliás, adianta morrer? Adormecer para fazer cessar a dor que sentimos no coração e todas as outras dores que costumamos herdar? Jamais. Talvez, o príncipe da Dinamarca não fosse tão louco quanto se costuma pensar. Mas, eu dizia: sou estúpida. Tudo que aprendi não serve para nada. A humanidade está certa. Eu sou o problema e, a Rede Globo é a solução. Nem Shakespeare ou Hegel será capaz de me transformar em alguma coisa. Devo, para ser sincera, apostar no Xuxa life-style. Sei lá, assim serei a rainha dos baixinhos e, poderei dizer, no Fantástico que gostaria de ter cor de chocolate. Serei amada por todos, até mesmo pelos meus professores. A psicóloga por acaso qualificou como um problema a minha necessidade de ser especial?

Não sei. Ela não me deixava olhar as suas anotações e, provavelmente, após 3 anos sem ver a sua cara, já deve ter tocado fogo nos meus arquivos. Merda! Pouca coisa será publicada sobre o meu desespero quando estiver morta. Outro dia tive um pensamento esquisito. Em um futuro qualquer, um documentário da National Geografic dirá: ‘pouco se sabe sobre J.A. A sua identidade é um mistério. A sua idade se perde na história do ocidente e, estudos do centro de antropologia da Universidade de Cambridge revelam: ela foi, de uma forma ou de outra, mãe de uma raça indestrutível. O seu descendente, descoberto após escovar os dentes com um cotonete, para um exame de DNA, é um homem que muito pensa e pouco faz. Alguém que, por ser fraco, prossegue no tempo.’

Existe algo que poderia mudar no meu passado? Algo que possa fazer pelo meu presente? Algo que possa beneficiar o meu futuro?

Ai, não sei. Quem sabe, Paris?


O estacionamento – 7.7.06

Janeiro 4, 2007

Daqui da minha janela eu vejo o estacionamento da universidade. Está chovendo pacas, uma chuvinha fina e permanente. Vez por outra bate um vento frio e fica engraçado observar as senhoras apertando as saias com os braços.

Aqui perto tem o busto do padre que fundou a instituição. Hoje tive notícia que o homem está enterrado naquele mesmo lugar e fiquei um pouco desconcertada. Vez por outra me sento ali para juntar o dinheiro do ônibus ou simplesmente para matar o tempo. Não sei se continuarei a faze-lo…Sinto-me profundamente esquisita depois da descoberta.

Ora, uma coisa é caminhar pelo cemitério sem compromisso tirando algumas fotos e outra é literalmente sentar-se numa cova e compartilhar a sua metafísica com um morto desconhecido perturbando o seu descanso eterno. Que coisa estranha!

Imaginar que passarei os próximos 50 anos da minha vida esperando pelo mesmo momento que ele me faz sentir cansada e profundamente abatida. Caralho, isso é frustrante e ao mesmo tempo maravilhoso!

Pense assim: se, para sermos humanos devemos desenvolver a razão e com ela superar e desenvolver o conflito na construção e derrocada de valores morais, do que adiantaria viver eternamente? O sistema iria se degenerar caso não atingíssemos um ponto de retorno e seria de uma vez por todas o fim do mundo tal como conhecemos. Qual conflito e qual mudança poderíamos esperar de uma alma plenamente satisfeita de sua condição?

Neo, assim como Jesus, fez a escolha pelo balanceamento da equação e não pela sua total destruição. Ele afirmou a sua vontade como Homem e com isso completou o propósito da sua existência. Talvez Camus esteja certo e o suicídio não seja a melhor opção para se lutar contra o absurdo: Eu me revolto e por isso nós somos.

Já escureceu mas nem por isso as copas das árvores perderam o sentido.


Relações de alteridade nos grupos primários da sociedade pernambucana.

Janeiro 3, 2007

Um rabino cabalista explica os prejuízos causados pela energia negativa, e eu luto contra o moralismo disfarçado de ética. Procuro me situar no universo em que estou inserida e, finalmente, encontro a resposta para todos os meus problemas:

Recife não é Manhattan.
Manhattan não é Paris.
Eu não faço parte deste mundo.

Numa cidade em que as relações de alteridade são postas no futebol, entre um e outro jogo, as pessoas seguem instintos primitivos. O primeiro deles: a sobrevivência. Todos são levados a agir como caranguejos presos em um caçoa*. Mas, o pior de todos os instintos é aquele da perpetuação da espécie.

O pernambucano tem necessidade de afirmação através da sua prole. Ela é a grande motivação da sua vida e simboliza todas as suas frustrações. A relação entre pais e filhos é completamente sem futuro. Nela não existe encontro nem desencontro, apenas uma reprodução dos comportamentos adquiridos. Padrões perpetuados pela ‘boa convivência’ citadina.

Existe o boi e o touro. Nada além de figurações masculinas de força em que a potência foi posta a prova faz tempo. A mulher (vaca, pata ou galinha) trata-se apenas de uma contingência, ou, se preferir, de um mal necessário.

Este é um mundo para lá de Omã. Camus, em toda sua literatura do absurdo, não seria capaz de recriar tão pavoroso cenário. Aqui, além das casas serem voltadas contra o mar, as mentes ensimesmadas atiram-se na total falta de responsabilidade: no que somos faltosos nos socorre a divina providência.

Existir não é prerrogativa do pernambucano. Este se contenta com o uivar do vento em seu juízo. De bar em bar preenche os seus dias. Busca instruir os machos mais novos a buscar o seu mesmo caminho: o mais fácil. Ninguém precisa pensar.

Enquanto isso, em casa, as figuras femininas dividem-se. Seus padrões são aqueles para o acasalamento: cortesia, vulgaridade e amabilidade. A palavra de ordem: sim, eu aceito. Mãe e filha instrumentalizadas pelo mesmo manual. Jamais serão amigas, afinal a humanidade é constantemente negada pela supressão da existência. Filha e esposa, em verdade, completam a mesma figura no imaginário de culpa masculino. É o incesto que assume a covardia em forma de platonismo.

Neste quadro funesto as relações domésticas desembocam no mundo profissional para derramar toda a sua falta de objetividade e propósito. Os projetos e as metas não fazem sentido algum. O que irá importar será a sobrevivência. Sempre o instinto e a perseguição selvagem àquele que se demonstra mais humano.

Vou-me pegar ao rabino. De todos, o menos santo.


A Parada de Ônibus.

Janeiro 3, 2007

Hoje, na parada de ônibus, um homem de meia idade passou por mim. Escondia a barriga sob uma camisa de popelina. Era baixo, grisalho e tinha um andar trôpego, mas não era bêbado. Atravessou a rua enquanto fumava um cigarro. Estava a caminho do supermercado. Dobrou a esquina e desapareceu.

Existe algo místico nas pessoas que tentam abafar o próprio destino. É o folclore, a esperança no milagre de mais um comprimido para disfunção erétil. O folclore daquele homem tem o andar deselegante dos desgraçados.

O senhor em questão, A. (imagino a sua vida infeliz ao lado da mulher) acorda e corre para o banheiro: primeiro tira a roupa, depois escarra na bacia sanitária. Então vai para frente do espelho e nota, pela primeira vez no dia, a sua projeção gorda e flácida. Um peito murcho e alguns pelos que escorrem pelo abdômen disforme até chegar à pélvis.

Neste momento evita examinar o físico decadente. Não quer de forma alguma atrapalhar a sua ereção. Apóia um dos braços na parede e com o outro inicia o serviço. Toca-se contemplando o próprio escarro. Goza, urina e puxa a descarga. Cheira as axilas. É hora do banho.

Bom dia. Sempre o mesmo dia. A sua vida é tal a de um cão: ‘manhã, tarde, noite, manhã’. Um círculo concêntrico e para além dele mundo algum. Cobre a enorme protuberância com uma camisa de popelina. Veste as calças e apronta-se dentro dos sapatos emborrachados e tristes.

É um homem barato que cheira a loção de barbear. Fuma um cigarro de terceira e atravessa a rua, como um velho bêbado, afim de não amar esta vida como se fosse a última.


Camaragibe (Príncipe): um ônibus e várias estórias.

Janeiro 3, 2007

Meio-dia. Estou cansada. Sinto uma cólica muito forte e não pretendo tomar a lotação da Torre para voltar para casa. Resolvo mendigar carona com algumas pessoas. A parada do Torre não é distante da minha casa porém, o caminho da rotina é sempre o mais longo. Estou cansada. Ligo para a minha mãe. Ela diz: “Vá para casa da sua tia. Você sabe que o Camaragibe Príncipe pára na Frente do Mercado da Madalena.’É verdade. Mas, nunca tomar um ônibus foi tão estranho.

Meio-dia e meia. Ônibus não chega. Tenho medo dessas lotações com destinações suspeitas. Onde fica Camaragibe? Ai, meu Deus. Uma hora da tarde. A rua está deserta. Estou só com duas outras garotas na parada de ônibus. A primeira é tão alta e pensativa quanto eu. A segunda é uma loira de farmácia. O que elas fazem da vida? Juliana, presta atenção, você vai perder o transporte! Mantenha na cabeça: Camaragibe (Príncipe), um ônibus azul-marinho.

Uma e meia. O ônibus não chega. A loira de farmácia é transportada para algum lugar de nome estranho. Começo a ler as destinações de cada ônibus: Brasilit, Setúbal (Príncipe), Chão de Estrelas.

Finalmente chega o meu ônibus. Passo pelo cobrador. Desfilo por uma enorme massa de pessoas cansadas e encontro um lugar no final do corredor. A viagem segue tranqüila até o Derby quando dois vendedores de seguro entram aos berros no transporte:

- Vendedor de seguros é encontrado morto no Alto José do Pinho.
- Você não vai receber o dinheiro?
- Nem com a porra! Sou pobre mas não tô para dar o cú.
- O que você vai fazer no Natal?
- Vou para casa da minha mãe. Lá a gororoba é ruim mas é muita! Você?
- Vou comprar uma televisão 29 polegadas. Você tem cartão de crédito?
- Não.
- Droga, eu tenho a grana mas não tenho cartão.
- Você não vai passar o Natal com ninguém/
- Rapaz, é como eu tava falando: não tenho família por aqui. Estou só. Quero mesmo é a televisão para assistir uns filminhos. (risos sacanas)
- Tu precisa é de uma coroa!
- Tá ruim. E quem acha para mim?
- Porra, eu conheço umas mulé por ai. Rapaz, seu eu morasse naquela tua casa…sei não! Aquilo iria virar um verdadeiro puteiro!
- Tu arruma uma doidona mesmo?
- O que é isso, rapaz? Eu só conheço material de primeira. Serve uma boyzinha?
- Tá louco? Não quero ser o corno.
- Mas, é bom. Você fica feliz e não precisa se ligar se ela gosta de você ou não. Dá uma com elas. Vira o gastoso e ela encontra um gostoso.
(O telefone de um deles toca)
- Quem foi?
- Porra, um amigo meu. O sujeito é meio veado. Não que ele seja veado mas tá sempre na minha cola. Mal chega na cidade fica querendo saber onde estou. Porra, tô na merda. Ele está com a vida ganha. Tem três carros. Quer que eu vá comer com ele para passar o tempo todo ouvindo os seus papos no celular e depois me dá dez reais para comprar o que quiser. É foda.
- É foda.
- Porra, tenho que receber aquele dinheiro. Vou lá no Alto pegar a grana. Vai ter festa dos ex-alunos do colégio e o ingresso é cinco pau.
- É foda. Vá mesmo. Vá mesmo.

Começo a sentir medo de toda aquela conversa. Desço um pouco antes do Mercado da Madalena. Quando faço apitar o sinal de parada: silêncio. Prefiro não olhar para os lados. Repouso os pés na calçada e penso sobre uma e outra leitura. Pareço louca mas tudo o que digo é real.