“To be, or not to be: that is the question:
Whether ’tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to, ’tis a consummation
Devoutly to be wish’d. To die, to sleep;
To sleep: perchance to dream: ay, there’s the rub;
For in that sleep of death what dreams may come
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there’s the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor’s wrong, the proud man’s contumely,
The pangs of despised love, the law’s delay,
The insolence of office and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscover’d country from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all;
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o’er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action.–Soft you now!
The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons
Be all my sins remember’d.” W. Shakespeare
Hamlet, act III.
Maio 22, 2007Segunda-feira.
Maio 15, 2007Segunda-feira, dia de sol. Você acorda, tem a cabeça cheia de idéias. Decide imprimir parte da sua agenda e colocar em prática algumas coisas que pensava em não mais fazer. A primeira dessas coisas, a mais simples de todas, trata-se de enviar o resumo de um artigo para os avaliadores de um evento. Compenetrada, Word aberto diante dos seus olhos, você conta as palavras do resumo, escreve um e-mail para o seu orientador, pede sugestões, recebe boas críticas, respira fundo e finalmente envia o material para as feras.
Resumo enviado, coração mais leve, 1/3 de sorriso nos lábios, você parte para mais uma tarefa: pensar na possibilidade de produzir um novo artigo para outro evento. E, neste momento, sua cabeça começa a doer. Na verdade você está com a cabeça doendo desde cedo. O dia de sol, a segunda-feira e todo o seu verniz de otimismo se desfez minutos antes do despertador tocar. Então, muito chateada, você se pergunta: o que devo fazer com a minha cabeça?
Provavelmente jogar fora. Faz tempo minha mãe diz que não estou muito bem. Passo parte das noites lendo e, quando acordo, permaneco imobilizada na cama olhando para o teto. Ela diz que preciso parar. Sei lá, descansar. Fazer um esporte ou até mesmo levar o cachorro para passear. Mas, a minha história é muito simples: longe do computador e distante dos livros não sou alguém. É, eu sei, qualquer dia desses apareço na faculdade montada num cabo de vassoura, un rocin muy hermoso, para me lançar contra os moinhos de vento do meu departamento. Realmente, preciso de um tempo: porque pessoas normais não bebem cabernet-sauvignon com Kant ou levam Hegel para passear.
Vou atirar minha cabeça fora no Lixão da Muribeca. É segunda-feira, dia de sol, as pessoas enfrentam engarrafamentos para chegar ao trabalho e, enquanto isso, preparo meus spreadsheets do Google para organizar meus próximos afazeres semanais: horários de estudo, metas para realizar no trabalho, leitura de textos, confecção de documentos, etc.
Ai, adoro! Sei lá, no fundo, para que descansar?!
Ehn, certo, Gone, não vou esquecer de colocar na minha agenda um momento para fecharmos a nossa Gestalt. HAHAHA!
p.s: ai, merda.
Escrito por J.
Escrito por J.