Tous les hommes sont mortels: un essai au sujet de la dialectique de Maîtrise et Servitude.

Agosto 31, 2007

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Agradeço aos amigos Pe. Paulo, João, Filipe, Matheus e Txai pela paciência.

Juliana B. de Albuquerque [1]

L’intérêt des intellectuels français envers la philosophie de Hegel pendant les décennies de 1930/1940 est bien représenté par le grand nombre de jeunes talents qui participé des les conférences de Kojève sur la Phénoménologie de l’Esprit. Bien sûr, on indiquait que la philosophie produite en France pendant ces temps a eu la marque des 3 H – Husserl, Heidegger et Hegel. Simone de Beauvoir, lors de son roman célèbre “Tous les Hommes sont Mortels”, a indiqué clairement que c’était le produit de son dialogue intense avec les philosophies de Marx et de Hegel. La recherche suivante a été réalisésur l’effort de rétablir un tel dialogue du côté hégélien. Pour le faire, la Dialectique de Maîtrise et Servitude sera revisité et certaines considérations au sujet du destin de Fosca seront faites. En analyse détaillée la Dialectique de Maîtrise et Servitude et les autres concepts hégéliens fondamentaux, nous croyons fortement que le problème de l’immortalité de Fosca dans le roman de Beauvoir est placé dans le fait qu’il ne peut pas actionner un tel mouvement bi-directionnel pour la reconaissance avec aucune autre conscience puisqu’il sera lié pour toujours à la vie et le fait de la perdre n’impliquera aucune conséquence. Par conséquent, le processus de formation (Bildung) par lequel il regagnerait son essence libre ne se produirait pas. Fosca aussi immortel qu’il est devenu n’ y a pas Un Autre semblable; ainsi, n’importe quel effort qu’il fait pour s’extérioriser será vain. On peut même indiquer qu’il n’ y a pas une existence authentique parce qu’ il n’est certainement – comme immortel – plus responsable de ses actes et en conséquence plus capable d’être libre. L’importance de la mortalité est tracé dans le roman de Beauvoir par une interprétation très creative de la pensée hégélienne où, selon Charles Taylor, le sujet personnifié comme vie doit surmonter la vie comme limite.

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[1] Juliana B. de Albuquerque étudie Droit à la Universidade Católica de Pernambuco (Brèsil) où elle recherche sur la pensée hégélienne et la Dialectique de la Reconaissance dans le Groupe d’Études de Hegel avec P. Paulo Meneses (le philosophe brèsilien et traducteur au Portugais de la Phénoménologie de l’Esprit, et de l’Encyclopédie des Sciences Philosophiques).


Correspondências do Castor

Agosto 30, 2007

Enquanto espero a chuva passar aproveito para atualizar o blog, que faz algum tempo anda um pouco abandonado. Explico que a notícia sobre o Keith Richards é na verdade o meu tributo ao grande guru Rock. Numa semana em que os boatos sobre o fim dos Rolling Stones circularam, acho bacana dizer que o bom e velho Keith continua na luta. Seria realmente uma tolice encerrar uma banda de 45 anos quando seus integrantes ainda estão suficientemente novos para subir no palco, pegar uma guitarra, estourar sucessos e provocar escândalos.

Mas não é ao som dos Rolling Stones que leio as correspondências da Simone de Beauvoir. Desde domingo passo algum tempo em frenético diálogo com ela ao som de Boris Vian, Serge Gainsbourg e Jacques Brel. A leitura das cartas que ela trocou com Nelson Algren entre 1947-64 é realmente proveitosa. Já colhi dados sobre o processo de criação de vários livros seus como ‘Todos os Homens são Mortais’, ‘Por uma Moral da Ambiguidade’, ‘L’Amérique au jour le jour’, ‘O Segundo Sexo’, etc. Outra coisa que me deixou feliz com a leitura é a descrição minunciosa que o velho Castor faz do seu trabalho na Les Temps Modernes ao lado de Sartre, Camus, Merlau-Ponty e outros intelectuais da sua época.

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Deixo vocês com parte de uma carta que muito me agradou.

” (…) Bem, ontem, quando eu trabalhava no Deux Magots, Koester veio me encontrar; ele como você sabe, é autor de Darkness at Noon e de Spanish Testament (este último excelente). Não me lembro o que você achou dele como escritor, mas creio ter lhe contado a estranha noite que passamos com ele, Sartre, Camus e eu: bêbados, chorávamos por nossa amizade e nossas divergências poíticas; foi muito estranho . Gosto muito dele, bem como de sua bela e gentil mulher. Fomos juntos a uma exposição de Monet, Manet, Renoir e Lautrec, os mesmos pintores que vimos juntos no museu de Chicago e isso apertou o meu coração. Mas não lhe contei que, no ano passado, dormi uma vez com ele, experiência curiosa porque, embora atraídos um pelo outro, éramos totalmente opostos “por divergências políticas”. Ele achava que eu não era suficientemente anticomunista. Essas oposições não me preocupavam absolutamente, mas a ele sim, e elas acabaram por deixá-lo agressivo. Ora, eu odeio a agressividade, principalmente quando misturada a assuntos sexuais, tanto que não houve uma segunda vez. Ontem pensei o seguinte: (…)” nada de importante, pessoalidades “Voltando ao Deux Magots, encontrei Jean Genet, o pederasta ladrão, que foi muito amável e muito engraçado, mas ue me impediu de trabalhar. Depois, foram outros conhecidos; em suma, perdi a manhã. Decidi, de agora em diante, permanecer de manhã em meu quarto. Neste momento, bebo chá e como pão e geléia e vou trabalhar em casa, é melhor. Fui com Sartre encontrar um sujeito da rádio. Teremos meia hora semananl para falar de temas sociais e políticosa partir do próximo sábado. (…) Não só os socialistas, mas agora também os anarco-sindicalistas nos pedem que os ajude a formular uma idelogia. Estes últimos são muito mais interessantes, porque são jovens e audaciosos. E como sabem odiar! Ai! Todas essas oportunidades de agir concretamente, eficazmente, acontecem em um momento em que não há mais nada a esperar, com todo mundo acreditando que haverá guerra dentro de dois anos. O que você acha disso? Paris tornou-se encantadora. Nós nos sentamos no terraço de um café no boulevard Montparnasse e discutimos Hegel, que estudamos neste momento e que é um filósofo muito difícil. Durante todo o dia, trabalhei bastante, é a única coisa que me ajuda concretamente. Depois de ter passado na Temps Modernes para responder às cartas, pus-me a trabalhar em meu livro. O número da Politics onde apareceram artigos meus, de Sartre e de Merlau-Ponty é o de julho-agosto – leia-o. (…)”


Domingo.

Agosto 20, 2007

boa noite.


Parte Final

Agosto 7, 2007

Abandono, Alice. Abandono. Foi o que senti quando pela primeira vez lancei meus olhos sobre os seus. Desde então nem mesmo os dias de sol e o casal de pombos que teima fazer ninho na janela do meu quarto me traz qualquer alegria. Perdi completamente minha paz de espírito. Agora compreendo bem quando dizem que é necessário nos deixarmos alienar para reencontrarmos a nós mesmos através do outro. Mas o meu outro, Alice: o meu outro era você. Olhei dentro dos seus olhos e para além deles nada encontrei. Você lá na minha memória, sentada naquele banco de praça, vestida nas mesmas vestes pobres, pernas inchadas pelo que pensei ter sido uma longa caminhada. Senti pena dos seus pés metidos naquelas velhas sandálias. Lembro ter insistido à minha razão: quem é ela?

Quem sou eu? Naquele momento o vento soprou e puxou seus cabelos. Num movimento breve suas mãos jogaram com habilidade sem igual os cachos para posição da qual jamais deveriam ter saído. Entende, Alice. Você era estátua que jamais deveria ter ganho vida sobre o meu pedestal. Mas naquele momento. Naquele momento! Foi como se o vento nos pregasse uma peça e implorasse ao pé do seu ouvido: torna-te um pouco à esquerda. Existe n’outro banco da praça alguém estranho.

Teria sido eu realmente estranho ao olhar que me lançou? Aliás, jamais lançou sobre mim qualquer olhar. Porém naquele instante. Tudo não passou de uma brincadeira do destino. Culpa do vento, já disse. Você nem sequer reparou em mim. Era eu que me fazia penetrar furtivamente a sua vista. Fui no fundo dos seus olhos e nada encontrei ou pude dotar de sentido. Quem é ela? Perguntei novamente ao meu pensamento atordoado. Quem sou eu? Não recebi qualquer resposta.

E quando você levantou-se graciosamente do local onde estava sentada: foi roubo. Foi roubo, Alice! O que diabos você fez com a minha alma? O que andei fazendo comigo mesmo? Eu que nunca tive nada. Ai, foi-se com você o resto de mim! Talvez nunca tenha estado realmente comigo. Quem saberá dizer?

O pipoqueiro abismado pelo meu jeito de lhe ver passar me entregou um saco disse:

- É Alice.

Entreguei-lhe uma moeda como se nada houvesse escutado. Segui o seu vulto como um louco e, por fim, nos encontramos. Na parada de ônibus. Respirei fundo. Perguntei:

- Moça, aceita pipoca?

Você não sorriu. Dirigiu os olhos para o saco de pipocas e depois para mim. Eu, sempre, sem a menor importância. Renegado, pobre, carente de mim mesmo. Era você, não? A senhora de todo o meu destino.

- Obrigada.

Sabe, Alice. São dez da noite. Escrevo de frente para o reógio pois ao menos tenho a ilusão de ao ver o tempo passar saber que estou vivo. Obrigada? Levou consigo o que nem antes de você ousei ter: liberdade. Agora, querida, me resta recolher o pouco que restou do que tenho por ausência. Adeus.

Alice recolheu as sobras de comida sobre a mesa de jantar. Era uma noite de verão que ardia como a luz incandescente da cozinha. Fora do apartamento, o céu de lua nova era de muitas estrelas e as ruas deixavam-se perder na escuridão: todos os caminhos estavam selados.


Parte III

Agosto 5, 2007

Foi numa quarta-feira. Terça-feira ou sexta-feira, ninguém soube dizer. Ele entrou em casa apressado. A sua boca seca caminhava pelo rosto completamente sem voz. O que era aquilo? A noite, o mar de sensações estranhas que invadia o seu seu corpo e percebia a sua loucura.

Papel. Precisava de papel e caneta. Correu para o criado mudo e com as mãos tremulas arrancou três folhas de um velho bloco de estudos. Sentou-se diante do relógio de corda e começou a escrever.


Parte II

Agosto 4, 2007

Marcos estava morto. Fazia semanas seu corpo encontrava-se estirado numa sarjeta. Na rua escura, o cheiro da sua carniça imperava. Entretanto, Alice, no seu apartamento seguro com os olhos recolhidos à mesa de jantar pouco imaginava sobre o motivo do seu desencarne. Ela estava concentrada lavando os pratos, seu vestido primaveril manchado por óleo de cozinha e os pés metidos numa sandália japonesa. E marcos, quem era ele?

Ninguém. Para além da lâmpada incandescente daquela cozinha nada existia. O dia resumia-se à noite e esta tomava conta de todas as ruas e todas as vidas, inclusive a do morto que fazia um mês saltara da janela do seu apartamento.


Primeira Parte

Agosto 3, 2007

Alice recolheu as sobras de comida sobre a mesa de jantar. Era uma noite de verão que ardia como a luz incandescente da cozinha, mas Alice sequer brilhava. Tinha os olhos fixos nas migalhas de pão enquanto um vento forte entrava pela janela fazia balançar as cortinas. Fora do apartamento, o céu de lua nova era de muitas estrelas e as ruas deixavam-se perder na escuridão: todos os caminhos estavam selados.